Publicado em:
11/02/2026
Introdução
A inteligência artificial (IA) está remodelando o panorama das instituições financeiras, e um dos avanços mais esperados são os workflows agente — sistemas de IA autônomos que executam tarefas complexas sem intervenção humana constante. Um estudo da Thomson Reuters Legal Solutions, publicado em 10 de fevereiro de 2026, destaca como bancos e demais players do setor estão adotando essa tecnologia para otimizar investigações, compliance e gestão de riscos.
Workflows agente representam uma evolução significativa em relação à IA generativa tradicional. Enquanto modelos generativos precisam de prompts explícitos e de humanos para validar resultados, os agentes operam como verdadeiros Assistentes Digitais que aprendem, planejam e ajustam suas ações em tempo real. Eles podem analisar grandes volumes de dados transacionais, correlacionar eventos suspeitos e gerar relatórios detalhados em segundos, algo impossível com processos manuais.
Esses agentes são programados com metas específicas, como identificar padrões de fraude ou garantir o cumprimento de normas regulatórias. Quando um novo tipo de risco emerge, o agente ajusta seu algoritmo de detecção, absorvendo informações de fontes internas e externas, e continua a atuar sem que um analista precise intervir a cada passo.
Processos de compliance que antes demandavam dias de trabalho de equipes de revisão agora podem ser concluídos em minutos. Os workflows agente automatizam a coleta de evidências, a triagem de alertas e a produção de relatórios, reduzindo o tempo de resposta a incidentes críticos e liberando recursos humanos para funções de maior valor agregado.
Cada instituição possui um histórico de transações distinto. Os agentes aprendem esse padrão e personalizam seus critérios de monitoramento, priorizando áreas que historicamente apresentam maior exposição. Essa personalização granular aumenta a taxa de detecção de anomalias e diminui falsos positivos.
Embora a implementação inicial envolva investimentos significativos em infraestrutura e treinamento, a diminuição de multas por não‑conformidade, a diminuição de perdas por fraudes não detectadas e a diminuição da necessidade de equipes extensas de auditoria resultam em economias consideráveis ao longo dos anos.
A adoção de workflows agente também traz questões de governança. Como garantir que decisões autônomas estejam alinhadas a princípios éticos? Como evitar viéses heredados de datasets históricos? A Thomson Reuters recomenda que bancos criem comitês interdisciplinares de governança de IA, definindo regras claras de transparência, auditoria e supervisão humana.
Além disso, a tendência é que múltiplos agentes colaborem em redes descentralizadas, compartilhando aprendizados entre diferentes bancos de forma segura. Essa abordagem colaborativa pode acelerar a descoberta de insights e criar ecossistemas de IA mais resilientes.
Em um mercado onde a rapidez e a precisão são diferenciais competitivos, os workflows agente de IA emergem como uma necessidade estratégica. As instituições que souberem equilibrar inovação, segurança e governança estarão posicionadas para liderar a próxima geração de serviços financeiros inteligentes.
Em síntese, a revolução dos workflows agente não é apenas tecnológica; é uma mudança de modelo de negócio que redefine como o setor financeiro gerencia risco, compliance e valor para os clientes.